quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Site MTV Music oferece acervo de vídeos da emissora
Duas décadas depois, na era da Web 2.0, o modelo tornou-se obsoleto. Derrotada pelo YouTube – onde pode-se assistir a qualquer vídeo, em qualquer momento – a Music Television jogou a toalha e decidiu que, a partir de 2007, reduziria drasticamente a quantidade de clipes exibidos.
Agora vem o contra-ataque, dentro da velha máxima de que “se não pode vencê-lo, junte-se a ele”. O recém-lançado site MTV Music reúne parte do gigantesco acervo de clipes da emissora, com sistema de busca por artista ou música.
Como no YouTube, o usuário pode dar nota para os clipes, fazer comentários, copiar o link para publicá-los em seu site ou blog e, é claro, postar seu próprio vídeo. Cada música ainda traz o nome do álbum em que foi registrada, a gravadora, o diretor do clipe e o gênero musical.
O site vem com o sugestivo subtítulo de “I want my MTV”, que é um trecho da música Money for Nothing, do Dire Straits, símbolo daquela época em que emissora tinha papel crucial na definição do que se tornaria sucesso ou fracasso.
Aliás, o clipe de Money for Nothing (veja abaixo) é um dos destaques da home page do site, junto com outras relíquias, como Take on Me, do A-Ha, Sledgehammer, de Peter Gabriel, e Welcome to the Jungle, do Guns ‘n’ Roses. É para matar a saudade, mas com os dois pés no presente.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Marcelo Nascimento ganha domínio “.com.br”
Quem usa o próprio nome como domínio na internet, acoplado ao sufixo “.com.br” – já no inconsciente coletivo do brasileiro – pode-se considerar um felizardo. Por exemplo, se você quiser ir à página dos Titãs, não digite www.titas.com.br, a não ser que deseje ver um monte de links sobre venda de pen drives e audição de músicas da dupla sertaneja Cezar Menotti & Fabiano. Se a intenção é visitar o site da banda de rock, acesse www.titas.net.
Isso acontece porque, no mundo dos domínios de internet, leva quem chegar e comprar primeiro. Não há critério, basta ter uma empresa. Muitas vezes, quem compra o domínio com o nome de uma pessoa ou empresa famosa tem a intenção de revendê-lo por um preço exorbitante. É o chamado cybersquatting, ato que em 2007 cresceu 18% em relação a 2006. Se comparado a 2005, o número de queixas à Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) foi 48% maior no ano passado.
A apresentadora Xuxa foi à Justiça para ter o direito de usar o domínio internacional www.xuxa.com, que abrigava cassinos on-line, dicas de viagem, piadas e outros assuntos que nada dizem respeito à apresentadora. Um dos argumentos utilizados por Xuxa, e que convenceu os juízes, foi o de que ela já possui o domínio www.xuxa.com.br e que, por isso, a utilização do endereço www.xuxa.com por outras pessoas poderia causar confusão nos internautas.
O cantor gospel Marcelo Nascimento sofreu problema semelhante ao tentar registrar o domínio www.marcelonascimento.com.br, ainda em 2007. Uma empresa já possuía este e outros domínios ligados a membros de sua família, quase todos músicos. A solução temporária foi inaugurar o site, o primeiro do cantor, sob o domínio www.marcelonascimento.net, já que o “.com” também estava “ocupado” – na verdade, não há nada nesta página senão alguns links sobre música gospel, o que comprova a prática do cybersquatting.
Mas o antigo proprietário do domínio não renovou o registro e Marcelo, esta semana, juntou-se ao seleto grupo dos que usam o “.com.br”. Por enquanto, o site do cantor pode ser visto nos dois endereços, www.marcelonascimento.com.br e www.marcelonascimento.net. Mas, a partir de maio, só o primeiro valerá.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
EMI contrata executivo do Google
ABPD anuncia crescimento da música digital no Brasil
Já as vendas de mídias físicas mantiveram a queda registrada nos últimos anos. Em 2007, foram vendidos 25,4 milhões de CDs e 5,8 milhões de DVDs, queda de 19,2% e 7,5%, respectivamente, em comparação a 2006. Mesmo assim, com R$ 312,5 milhões arrecadados, os discos representaram a maioria esmagadora – 92,7% - da receita total de música no Brasil em 2007, que foi de R$ 337 milhões.
O presidente da ABPD, Paulo Rosa, atribui parte da culpa pela queda nas vendas de mídias físicas às redes P2P, e pede solução para “a redução dos atuais níveis de pirataria online”. No site da ABPD, inclusive, há um link para o download de um programa que promete evitar que o computador do usuário “seja utilizado na troca ilícita de arquivos de música e filmes protegidos pelas leis de Direito Autoral”.
Mas hoje (04/04) um juiz de Nova York determinou que o ato de disponibilizar arquivos para download em redes P2P não constitui, em si, em roubo de copyright. Kenneth Karas rejeitou os argumentos apresentados pela Recording Industry Association of America (RIAA) contra um usuário do Kazaa porque a instituição não conseguiu comprovar que ele realmente distribuiu as músicas.
Vale lembrar que, em março, a revista americana Blender elegeu a briga da RIAA e das grandes gravadoras contra o Napster, que resultou no fechamento do site, como o maior desastre da história da indústria fonográfica.
Marina Elali estréia blog
Aniversariante do próximo domingo (06/04), a cantora potiguar Marina Elali estreou esta semana uma página no BlogLog, portal de blogs de famosos da Globo.com. Somente o primeiro post, do dia 1º, tinha hoje (04/04) mais de 100 comentários. Vale também uma visita ao site oficial de Marina, que além de trazer uma navegação diferenciada, contém outras fotos tão belas quanto esta aí ao lado.
Marina Elali tem 25 anos e é neta de Zédantas, autor de muitos clássicos do forró, como A Volta da Asa Branca (com Luiz Gonzaga) e Acorda, Maria (com Humberto Teixeira). Tem dois CDs gravados, ambos pela Som Livre. O mais recente, De Corpo e Alma Outra Vez, de 2007, teve como destaque a faixa Eu Vou Seguir, um dos temas da novela 7 Pecados.