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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Leo Jaime volta ao disco mais maduro e menos radiofônico

CRÍTICA DE CD

Disco: Interlúdio
Artista: Leo Jaime
Gravadora: Som Livre
Cotação: ¯¯¯¯¯ (3 notas)


Um dos clichês mais vazios do meio musical é dizer que um artista amadureceu de um disco para o outro. Mas no caso de Leo Jaime, que está lançando Interlúdio após 18 anos sem apresentar um trabalho inédito – o último fora Sexo, Drops & Rock ‘n’ Roll, de 1990 – vale a definição. Até mesmo porque, passado tanto tempo, seria forçado tentar repetir o tom debochado e ingênuo de canções-símbolo dos anos 80 como A Fórmula do Amor, As Sete Vampiras e Conquistador Barato.

Mas, ao mesmo tempo em que traz um pop-rock mais maduro e melódico, Interlúdio carece de refrões mais fortes e radiofônicos, que conquistem o ouvinte logo na primeira audição. Um pouco do antigo Leo Jaime pode ser encontrado em Tudo, a música mais bem-humorada do repertório de 10 faixas, porém as melhores são Mesmo Assim, Se Ela Soubesse o Que Eu Sei e Silêncio. O cantor ainda registra Fotografia, gravada anteriormente por Leoni em dueto com Leo Jaime, seu parceiro na composição.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cazuza é lembrado em show-tributo sem Frejat

Em sua quarta edição, o projeto TIM Música vai levar à Praia de Copacabana, no feriado de 1º de maio, uma homenagem a Cazuza, que teria completado 50 anos em 4 de abril.

No palco estarão vários nomes da MPB, num roteiro que promete lembrar alguns momentos conhecidos. Ney Matogrosso abrirá o show com O Tempo Não Pára, que também cantou no CD Tributo a Cazuza, e Pro Dia Nascer Feliz, incluída em seu repertório quando Cazuza ainda era vocalista do Barão.

O mesmo acontece com Leoni. O ex-Kid Abelha já gravou Exagerado – música dele com Cazuza e Ezequiel Neves – no tributo e no DVD Ao Vivo, em quarteto com Herbert Vianna, Léo Jaime e Dinho Ouro Preto. Agora ele repetirá a formação, cantando ao lado de Zélia Duncan, Paulo Ricardo e Preta Gil.

Maurício Barros e Rodrigo Santos tocarão Codinome Beija-Flor enquanto o clipe da música passará no telão, experiência que os dois viveram no Barão Vermelho durante a gravação do CD/DVD MTV Ao Vivo. Outra dupla reunirá Nilo Romero e George Israel em Solidão que Nada, música que este último gravou com o Kid Abelha.

O outros convidados são Caetano Veloso, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Ângela Rô Rô, Arnaldo Brandão, Gabriel O Pensador, Guto Goffi, Dé Palmeira e Fernando Magalhães. A ausência não explicada fica por conta de Frejat.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Seu Cuca grava primeiro DVD

Com sete anos de estrada, a banda carioca Seu Cuca grava seu primeiro DVD neste sábado, 12 de abril, em show para convidados no Pólo Cine Vídeo, no Rio.

O repertório vai mesclar músicas dos dois álbuns lançados pelo grupo, Onde Você Estiver e Daqui pra Frente, além das inéditas Sábado para Perdedores, Tudo em Paz e Volta. Entre as canções antigas estarão Onde Você Estiver e Indecisão, que foram temas da novela juvenil Malhação, e Não Há, o primeiro single.

A produção musical é assinada por Paul Ralphes, que já trabalhou com os principais nomes do pop-rock nacional, e a direção do DVD é de Bruno Murtinho. O disco chegará às lojas no final de junho, pela Indie Records.

O Seu Cuca é formado por James (voz), Bruno Lima (guitarra), Sol (baixo), Bz (bateria) e Bruno Neves (percussão). Em 2007, o grupo participou do DVD coletivo Zero Km, programa do canal a cabo Multishow que reúne bandas novas.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Detonautas superam ausência de Rodrigo Netto com um de seus melhores álbuns

CRÍTICA DE CD

Disco: O Retorno de Saturno
Artista: Detonautas
Gravadora: Sony-BMG
Cotação: ¯¯¯¯¯

Após três álbuns na Warner, os Detonautas debutam na Sony-BMG com o melhor disco desde a estréia, com Detonautas Roque Clube, em 2002. Ao mesmo tempo em que apresenta um punhado de hits em potencial, como O Retorno de Saturno (dona de riffs certeiros de guitarra) e Nada É Sempre Igual (com guitarra do barão-vermelho Fernando Magalhães), o quinteto mostra que não se acomodou com o sucesso fácil. Vide a presença no álbum de canções de assimilação mais difícil, a exemplo da soturna Ensaio sobre a Cegueira, com quase 8 minutos de duração e citação do nervoso poema Filhos da Morte Burra, de Edu Planchêz.

A ausência do guitarrista Rodrigo Netto, vítima da violência carioca, é lembrada em vários momentos do CD, em palavras de impacto como lembrança, saudade, silêncio e paz. Tico Santa Cruz, autor de todas as letras, conseguiu transformar a dor em poesia e, nitidamente inspirado em Renato Russo, criar belos versos em Verdades do Mundo, Tanto Faz e Oração do Horizonte.

A veia política também marca presença, de forma irônica (Soldados de Chumbo), direta (Enquanto Houver...) e ácida (Eu Vou Vomitar em Você, com citação de Aa Uu, dos Titãs). Já o romantismo, outro ponto forte da banda, surge em Lógica.

Produzido por Tomás Magno, Fernando Magalhães e pelos próprios Detonautas, O Retorno de Saturno é um álbum coeso, que mistura rock radiofônico e experimentação na medida certa.

sábado, 5 de abril de 2008

Toni Garrido deixa o Cidade Negra

Após 14 à frente do Cidade Negra, Toni Garrido deixará a banda em julho para se dedicar ao Flecha Black, com quem já fazia shows desde o ano passado. Em sua nova empreitada, o cantor troca o pop e o reggae por uma mistura de rock, soul e funk. A Flecha Black conta com 10 músicos, entre eles Eduardo Lyra, ex-percussionista dos Paralamas do Sucesso.

Em entrevista ao Globo Online, Toni Garrido conta que a banda funciona na base da cooperativa, com o dinheiro dividido em partes iguais entre todos os integrantes. Isso mostra que, pelo menos em tese, sua saída do Cidade Negra não se deu por ganância ou ego, mas sim pela busca de novos rumos artísticos.

Toni Garrido assumiu os vocais do Cidade Negra em 1994, substituindo Ras Bernardo. Com ele, o grupo da Baixada Fluminense incorporou a música pop-radiofônica ao roots-reggae apresentado nos primeiros álbuns e chegou ao estrelato com o lançamento do CD Sobre Todas as Forças, o melhor da carreira, que trazia os hits A Sombra da Maldade, Onde Você Mora e Pensamento, entre outros.

Ao longo dos anos 90 e 2000, a participação de Toni Garrido em projetos paralelos, como o filme Orfeu, de 1997, e os shows com Sandra de Sá e Zé Ricardo, no projeto Música Preta Brasileira, fizeram com que surgissem constantemente boatos sobre sua saída do Cidade Negra. Expectativa confirmada nos dois mais recentes álbuns da banda, Direto e Diversão, ambos gravados ao vivo, com releituras do próprio repertório e covers, respectivamente.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O RG de Rodrigo Santos e George Israel no Canecão

Na próxima terça-feira, 08/04, Rodrigo Santos e George Israel fazem no Canecão o show RG: Uma Identidade do Rock, que será gravado para dar origem a CD e DVD ao vivo. No palco da tradicional casa de Botafogo, a dupla tocará músicas de suas carreiras solo e das bandas de origem, Barão Vermelho e Kid Abelha. Ainda em abril a turnê conjunta segue para outras 11 capitais, sempre com um participação de um roqueiro local. As imagens farão parte dos extras do DVD.

Cachorro Grande em vídeo na web

A Deckdisc divulgou nesta quarta-feira (02/04) o clipe da música Roda Gigante, nova faixa de trabalho do álbum Todos os Tempos, o quarto da banda gaúcha Cachorro Grande. No vídeo, o grupo toca a boa canção num matagal, em clima psicodélico a la Beatles. Clique aqui e assista.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mutantes chamam Zélia Duncan de “Transformer” e anunciam nova música

Em comunicado distribuído à imprensa hoje (02/04), o músico Sérgio Dias anuncia que os Mutantes continuarão em atividade, mesmo sem o irmão, Arnaldo – que o ajudou a criar o grupo, junto com Rita Lee, nos anos 60 – e a vocalista Zélia Duncan, a quem ele chamou de “Transformer”.

“Fiquei e estarei sempre de luto por Arnaldo e com Zélia creio que me apressei ao julgá-la uma Mutante... Ela parecia tanto sê-lo mas descobri que em vez de Mutante ela é uma “Transformer”. Ela serviu para provar que Mutantes é maior do que qualquer um de seus membros individuais”, detona Sérgio, também fazendo uma referência indireta a Rita Lee, que não se reuniu ao grupo em 2006. Na época, os Mutantes foram homenageados no Barbican Hall, em Londres, e fez um show que gerou CD e DVD, distribuídos pela Universal Music.

Sérgio diz ainda que tentou, desde a volta dos Mutantes, formar com Arnaldo e Zélia um “núcleo de criação”, que não deu certo porque os dois, segundo ele, não quiseram fazer músicas novas. Com isso, saiu à busca de novos parceiros, como Tom Zé e o texano Devendra Banhart, que fez o show de abertura naquela apresentação de Londres e participa da primeira música da nova safra, Mutantes Depois. Ela fará parte de um CD de inéditas que Sérgio não adianta quando virá, mas explica que vem sendo produzido há dois anos com o baterista Dinho Leme e músicos de apoio.

“Agora posso afirmar com a maior felicidade do mundo: Sim estamos muito vivos e viemos para ficar”, arremata Sérgio, em tom de desabafo.